9º PRÊMIO JORNALISMO AMBIENTAL UNOCHAPECÓ

Reportagem TV
Jornalista: Almeri Cezino da Silva
Veículo: TV Univali (Itajaí-SC)
Título: Mulheres agricultoras aprendem a plantar orgânicos
Somos o que comemos. Certamente você conhece essa máxima, que é verdadeira. E talvez por isso, a agricultura orgânica, que dispensa o uso de adubos químicos, esteja em expansão no Brasil e no mundo. Em Itajaí, a Univali está desenvolvendo um projeto de extensão chamado “Educação para transformação: meio ambiente, saúde e gênero”. A ideia é simples: ensinar às agricultoras, técnicas de plantio orgânico. A intenção não é substituir a plantação em grande escala, mas aumentar a oferta de produtos mais saudáveis, promover a educação continuada em saúde, meio ambiente e, relações de gênero para o desenvolvimento social, econômico e ambiental das mulheres agricultoras do município de Itajaí, estimulando a participação cidadã como estratégia de mudança e autonomia. A ideia do projeto partiu da transformação dos saberes das mulheres agricultoras participantes do projeto para a construção dos saberes agroecológicos e o processo de transição para uma agricultura sustentável.

 

Reportagem Rádio
Jornalista: Marcos Andrei Meller
Veículo: Rádio Peperi AM (São Miguel do Oeste-SC)
Título: Campo Saudável
A reportagem “Campo Saudavel” mostra o crescimento da produção orgânica nas propriedades de economia familiar de Santa Catarina. Um número cada vez maior de pequenos produtores, responsáveis por 90 por cento do alimento produzido no estado, estão deixando a agricultura convencional para trás e apostando na produção agroecológica. A reportagem mostra famílias que fizeram esse movimento, ouve técnicos e especialistas no assunto para mostrar como o avanço da produção orgânica beneficia a agricultura familiar.

 

Reportagem Impressa
Jornalista: Jeniffer Vanessa Gularte
Veículo: Jornal Zero Hora (Porto Alegre-RS)
Título: Perigo no Prato
Em série de cinco dias de reportagens, Zero Hora comprovou como a maior central de distribuição de verduras e frutas do Rio Grande do Sul, a Ceasa, vende alimentos contaminados com pesticidas proibidos, acima do limite permitido ou inadequados para a cultura. A Ceasa abastece 5 milhões de gaúchos, metade do Estado. A reportagem devassa a cadeia de irresponsabilidades, desde a indústria química, até a agricultura e o comércio, que colocam produtos contaminados na mesa do consumidor. Isso gera problemas crônicos à saúde, conforme explicaram especialistas. O trabalho comprovou a ausência de controle governamental. Com auxílio do Laboratório da Universidade Federal de Santa Maria, análises comprovaram a contaminação dos alimentos por agrotóxicos. Através de pesquisa documental e pela Lei de Acesso à Informação, a reportagem fez profunda investigação em laudos públicos até então desconhecidos que já informavam há anos às autoridades sobre os níveis de contaminação dos alimentos vendidos na Ceasa.O governo estadual sabia do problema, mas nada fez e o mantinha oculto. A reportagem ainda revelou a existência de acordos prévios entre governo estadual, Ceasa e Ministério Público, para punir comerciantes da Ceasa reincidentes nas práticas de abuso de agrotóxicos. O trabalho mostrou que reincidentes foram identificados, mas, na prática, eles não foram punidos e tiveram seus casos negligenciados por autoridades. Num ciclo completo da cadeia, a reportagem foi ao Paraguai e Uruguai para mostrar como agrotóxicos proibidos e falsificados são vendidos sem nenhum controle ou receituário, ingressando no Brasil via contrabando, direto para as lavouras. Todos esses fatos foram registrados em gravações de áudio e vídeo. Por fim, os jornalistas mostraram venda de agrotóxicos proibidos em lojas brasileiras.

 

Reportagem Web
Jornalista: Celso Felizardo Junior
Veículo:  Folha de Londrina (Londrina-PR)
Título: Bioma Castigado
O Brasil conserva hoje apenas 8,5% da área original da Mata Atlântica. Entre 1985 e 2015, o Paraná foi responsável por um quarto do desmatamento do bioma. De acordo com o Atlas da ONG SOS Mata Atlântica, 89% do bioma devastado em 2015 corresponde às florestas de araúcária (Araucaria angustifolia). Para registrar o extermínio da árvore símbolo do estado e de outras espécies, a reportagem da Folha de Londrina percorreu 1,2 mil quilômetros pela região Centro-Sul do Paraná e encontrou um cenário desolador.
O material multimídia traz galeria de foto e vídeo de uma operação do Ibama em União da Vitória que resultou no flagrante da derrubada de araucárias em uma propriedade rural. Uma foto 360° coloca o internauta no meio de uma clareira aberta em área de preservação em Prudentópolis, a poucos metros do Parque Estadual do Salto São Francisco, uma das maiores quedas do Sul do País, com 196 metros. A reportagem também denuncia a precariedade dos órgãos de fiscalização. A regional do Ibama de União da Vitória tinha, em 2016, quatro fiscais para cobrir 68 municípios.
Na segunda parte do material, “Bioma Castigado” traz uma aposta para salvar a araucária e mostra em texto e vídeo a história dos “Filhos do Pinhão”. Eles retiram o sustento no extrativismo na semente da araucária e, assim, contribuem para manter a árvore em pé. A reportagem visitou Pinhão, município que aparece como um dos maiores produtores da semente no País, lista que também inclui cidades catarinenses. Por fim, o texto inclui estudos de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Embrapa para o melhoramento genético da araucária.
Link da segunda parte: http://www.folhadelondrina.com.br/geral/lucro-com-pinhao-tem-segurado-araucaria-em-pe-950299.html
http://www.folhadelondrina.com.br/reportagem/meio-ambiente-bioma-castigado-950211.html

9º PRÊMIO JORNALISMO AMBIENTAL UNOCHAPECÓ

Reportagem TV
Estudante: Vitor Antonio Sabbi
Universidade: TV UFSC (Florianópolis-SC)
Título: Agricultura urbana em Florianópolis
A reportagem tem a finalidade de mostrar que a Agricultura Urbana é uma alternativa à produção de alimentos na capital catarinense. A partir de uma ação comunitária de Agricultura Urbana em Florianópolis, é apresentado os benefícios da atividade para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, principalmente na gestão de resíduos orgânicos. A reportagem também mostra que a prática já reflete no campo das políticas públicas com um projeto de lei, no qual busca amparar e incentivar as ações de Agricultura Urbana na cidade.
https://www.youtube.com/watch?v=AKI4rJI3Ktk
 

Reportagem Rádio
Estudante: Bianca Gross da Silva
Universidade: Porto Alegre (PUC-RS)
Título: Impacto do desperdício de alimentos no dia a dia
O que acontece com os alimentos que ficam fora dos padrões comerciais? A cada ano, no mundo, são descartados 1,3 bilhões de toneladas de alimentos. No entanto, os produtos desperdiçados, especialmente em função de questões estéticas, poderiam suprir a fome de toda população. Para reverter essa situação, supermercados, restaurantes e consumidores têm mudado suas práticas de manipulação dos produtos.

 

Reportagem Impressa
Estudante: Marília Comelli de Oliveira
Universidade: Bom Jesus/Ielusc (Joinville-SC)
Título: Produção de plantas alimentícias não convencionais traz benefícios à saúde e ao meio ambiente
A matéria explica o que são as plantas alimentícias não convencionais (PANC) e aborda seus impactos na natureza e na vida das pessoas.

 

Reportagem Web
Estudante: Matheus Pereira Closs
Universidade: UniRitter (Porto Alegre – RS)
Título: Resistência agroecológica
O arroz é, em geral, um importante complemento nutricional, rico em fibras e minerais. Só no Rio Grande do Sul, mais de 1 milhão de hectares são destinados ao plantio comum de arroz, segundo Carlos Eduardo Martins de Souza, agrônomo do IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz). Contudo, outra forma de cultivo da planta gramínea é responsável por alavancar a economia de comunidades inteiras dentro do Estado: o arroz orgânico. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é o maior produtor gaúcho de arroz orgânico. São 400 mil sacas/ano produzidas por 616 famílias, divididas em 22 dos 327 assentamentos nos quais o MST está presente no Estado.